Hoje o céu tá lindo. Tá azul do jeito que tem que estar, azul piscina, azul do lápis de cor da minha prima mais nova, azul como os homens sonham, azul brigadeiro!
Eu já mergulhei nesse azul lindo, mergulhei no azul dos olhos do meu primeiro amor. Amei, amei e amei, me perdi em tantos sorrisos e confiei muito.
Amor de criança é bonito, né? A gente se entrega quando ainda não viveu, eu abracei a oportunidade de ser feliz e imaginei como seria viver a minha vida ao lado daquele azul companheiro cheio de paz e alegria.
Fui muito feliz. Na verdade, não posso reclamar dos meus amores: eu me iludo, mas sou tão completa com eles... Esse sofrimento, essa aflição, é gostosa. É um martírio delicioso e inocente, envolvente, sedutor.
Apesar de toda felicidade que eu já tive nesse azul, eu não voltaria a amá-lo. Esse azul fica melhor como a cor das paredes da minha mente do que como protagonista da minha imaginação.
Eu passava a tarde deitada na areia da praia, olhando pro mar e pro céu, do teu lado. Rindo e desperdiçando meu potencial, enquanto deveria estudar.
Emanuel, pra mim você é azul.
Obrigada por ter sido meu primeiro amor. Eu não ia querer que fosse diferente, você foi pra mim tudo que uma garota quer.
Toda vez que olho pro céu, me lembro do meu primeiro amor e dos seus olhos, tão azuis.